Última atualização: 4 de setembro de 2026

Gerador de CPF

Gere números de CPF válidos para testes de software com base nas normas reguladoras.

Acima de 1, o resultado vira uma lista com exportação em texto ou JSON.

Nota de conformidade: esta ferramenta gera números 100% fictícios usando o algoritmo oficial de Módulo 11. Nenhum CPF gerado corresponde a uma pessoa física real — o uso é exclusivo para testes de software e ambientes de desenvolvimento, em conformidade com a LGPD para massa de teste sintética.

Como usar o Gerador de CPF

  1. 1Escolha a pontuação. Selecione se o CPF deve sair formatado (000.000.000-00) ou só com os 11 dígitos.
  2. 2Escolha o estado (opcional). Selecionar um estado ajusta o 9º dígito para refletir a Região Fiscal correspondente.
  3. 3Clique em "Gerar CPF". Para gerar vários de uma vez, mude a quantidade antes de clicar.
  4. 4Copie o resultado. Use o ícone de copiar (ou "Copiar Tudo"/"Copiar como JSON" no modo lote) para colar onde precisar.

O que o 9º dígito do CPF revela

Dos 11 números do CPF, os 9 primeiros formam a raiz e os 2 últimos são dígitos verificadores. Mas o 9º algarismo guarda uma informação extra: a Região Fiscal de emissão. É por isso que este gerador permite escolher um estado — ele ajusta esse dígito para refletir a região correta:

9º dígito Região Fiscal Estados
11ª RegiãoDF, GO, MS, MT, TO
22ª RegiãoAC, AM, AP, PA, RO, RR
33ª RegiãoCE, MA, PI
44ª RegiãoAL, PB, PE, RN
55ª RegiãoBA, SE
66ª RegiãoMG
77ª RegiãoRJ, ES
88ª RegiãoSP
99ª RegiãoPR, SC
010ª RegiãoRS

Exemplo resolvido: calculando os dois dígitos verificadores à mão

Tomando como raiz o exemplo 123.456.789, o 1º dígito verificador sai de multiplicar cada algarismo por um peso decrescente de 10 a 2, somar tudo e aplicar o resto da divisão por 11:

1×10 + 2×9 + 3×8 + 4×7 + 5×6 + 6×5 + 7×4 + 8×3 + 9×2=10+18+24+28+30+30+28+24+18 = 210
210 × 10 = 2100÷11resto = 10 → como o resto é 10 (ou 11), o dígito vira 0

Para o 2º dígito, repete-se a conta incluindo o dígito recém-calculado (o 0), agora com pesos de 11 a 2:

1×11 + 2×10 + 3×9 + 4×8 + 5×7 + 6×6 + 7×5 + 8×4 + 9×3 + 0×2=11+20+27+32+35+36+35+32+27+0 = 255
255 × 10 = 2550÷11resto = 9 → dígito é 9

O resultado é 123.456.789-09, um CPF estruturalmente válido. É exatamente essa rotina — conhecida como Módulo 11 — que o gerador executa no seu navegador a cada clique, sem depender de nenhum servidor externo. Números fictícios assim são úteis para testar cadastro, checkout e login sem expor CPFs de pessoas reais.

Por que usar CPFs fictícios em vez de dados reais

É tentador copiar o CPF de um colega ou de um cadastro de produção para preencher um formulário de teste rapidamente, mas isso cria dois problemas. O primeiro é jurídico: usar o CPF de uma pessoa real em ambiente de homologação ou staging, mesmo sem intenção maliciosa, é tratamento de dado pessoal fora da finalidade original e pode configurar infração à LGPD (Lei nº 13.709/2018) — a base legal que autorizou a coleta daquele CPF não cobre reutilizá-lo em testes internos. O segundo é técnico: um CPF real, usado repetidamente por vários times, tende a colidir com validações de unicidade e regras de negócio específicas daquela pessoa (endereço, histórico, restrições), o que mascara bugs reais atrás de comportamento específico de um cadastro que não deveria estar ali.

Um CPF gerado matematicamente, como os deste gerador, resolve os dois problemas: é estruturalmente indistinguível de um CPF real para qualquer validação de formato ou dígito verificador, mas não pertence a ninguém — não existe risco de vazamento de dado pessoal nem de colisão com um cadastro existente na Receita Federal.

Exemplo de código: validando um CPF em JavaScript

Para conferir se um CPF gerado (ou digitado por um usuário) é estruturalmente válido antes de seguir com o teste, a mesma lógica de Módulo 11 usada pelo gerador pode ser escrita como uma função standalone:

function isValidCpf(cpf) {
  cpf = cpf.replace(/[^\d]+/g, '');
  if (cpf.length !== 11 || /^(\d)\1{10}$/.test(cpf)) return false;

  let sum = 0;
  for (let i = 1; i <= 9; i++) sum += parseInt(cpf[i - 1]) * (11 - i);
  let dv1 = (sum * 10) % 11;
  if (dv1 >= 10) dv1 = 0;
  if (dv1 !== parseInt(cpf[9])) return false;

  sum = 0;
  for (let i = 1; i <= 10; i++) sum += parseInt(cpf[i - 1]) * (12 - i);
  let dv2 = (sum * 10) % 11;
  if (dv2 >= 10) dv2 = 0;
  return dv2 === parseInt(cpf[10]);
}

Quer entender a fundo o cálculo do dígito verificador e os casos de teste que mais pegam bug? Leia A matemática do CPF: módulo 11, dígito verificador e casos de teste e CPF ou CNPJ "válido" pode não existir na Receita no blog.

Perguntas Frequentes

O CPF gerado aqui pode ser usado para abrir contas ou fazer compras reais?

Não. Os números são estruturalmente válidos (passam no cálculo do dígito verificador), mas isso não significa que existam no cadastro da Receita Federal. Eles servem exclusivamente para popular ambientes de teste e desenvolvimento.

Por que escolher um estado muda o CPF gerado?

O 9º dígito do CPF indica a Região Fiscal de emissão. Ao escolher um estado, o gerador ajusta esse dígito para refletir a região correta, útil quando o teste precisa de dados coerentes com um cadastro regionalizado (endereço, DDD, etc.).

Existe limite de quantos CPFs posso gerar?

Não há limite. Como o cálculo roda inteiramente no navegador, você pode clicar em "Gerar CPF" quantas vezes precisar, sem cadastro e sem custo.

É possível gerar um CPF de um estado específico junto com CEP e telefone coerentes?

Sim, para isso use o Gerador de Pessoas, que sincroniza CPF, CEP e DDD do mesmo estado numa ficha completa, em vez de apenas o número do CPF isolado.

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